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quarta-feira, 8 de julho de 2009

QUERO-TE ASSIM!


Quero teu corpo nu apreciar...
Quero-te louca a me desejar...
Quero teu corpo inteiro tocar,
até de fazer enlouquecer,
querendo ainda mais prazer...
Quero-te cheia de tesão,
apenas com o toque de minha mão...
Quero-te desejosa,
sentindo minha carícia gostosa...
Quero teu sexo beijar,
até sentir-te gozar,
e depois tua boca beijar,
para o gosto do gozo compartilhar...
Depois, num lento massagear,
novamente te excitar,
e então te penetrar...
Quero de prazer te matar...
Quero todo teu corpo tocar e beijar...
Quero sentir teu corpo vibrando,
mais toques e beijos desejando...
Quero te ver gozando,
que eu pare, me implorando,
porque senão vais morrer
de tanto sentir prazer...
É assim que te quero...
Vem... porque te espero..

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Devora -me



Devora-me fera faminta...
mate sua fome com minha seiva...
Beba de meu suco...
Deixe-me por você maluco...
Ataque - me com sua sanha,
porque ela me assanha...
Estou aqui lhe esperando,
por nossos momentos antegozando...
Venha faminta fera,
acabe logo com essa espera...

(Marcial Salavarry)

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Sexo/Cama


SEXO/CAMA


Fui ordinária

requintada

timida

Misturei poesia com vários palavrões

Gritei

Uivei

Gemi

Rasguei almofadas e lençóis

Fui carnaval de amor

no circo de uma cama


(Manuela Amaral)


sexta-feira, 8 de maio de 2009

O meu amor!



O meu amor

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca
Quando me beija a boca
A minha pele inteira fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada, ai

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos
Viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo
Ri do meu umbigo
E me crava os dentes, ai

Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me deixar maluca
Quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba malfeita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita, ai

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios
De me beijar os seios
Me beijar o ventre
E me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo
Como se o meu corpo fosse a sua casa, ai

Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz

( Chico Buarque)

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Selvagem !



Selvagens,
minhas mãos deslizam pelo teu corpo
mansa se entrega sem nenhum pudor
sei de cor, exploro todos teus recantos
meus dedos conhecem teus meandros
Sem vergonha
minha boca viva, activa os teus sentidos,
em fogo, a pele rubra, quente se ressente
da língua viril, ágil, profanando teu libido
despertando teu prazer ainda adormecido
Entro
com malícia penetro em teus desejos inquietos
entrega-se, liberta-se, abandonando por inteiro
toda resistência que ainda existe e te domina
admitindo que seu gozo aconteça por completo
(Roce Sarre)